Eu sempre desconfiei de que os japas fossem pessoas sensíveis apesar de toda aquela história de samurai e harakiri. A notícia de que sete japoneses passaram mal durante uma sessão do filme Babel, de Alejandro Gonzalez Iñarritú, confirmou minha teoria. Segundo a reportagem, o grupo não teria resistido à imagem da atriz Rinko Kikuchi dançando numa boate, com luzes piscando. O incidente seria semelhante a outro, em 1997, quando mais de treze mil crianças - japonesas, por sinal - se sentiram mal quando assistiam ao desenho Pocket Monster, aliteração para Pokemón.Será que foi isso ou os primos da minha colega de blogue Silvia Mizuno são apenas pessoas de bom gosto e não suportaram ver um filme tão ruim?
Quando eu vi o longa em outubro passado, durante a Mostra de Cinema de São Paulo, eu, juro, também passei mal. Não cheguei a vomitar porque estava de barriga vazia, mas me deu certa repulsa assistir a um filme que quer ser tanto e não consegue ser nada. Babel segue uma linha bastante frutífera do cinema atual: a do filme que quer revelar os bastidores da sociedade, da qual Crash - No Limite, de Paul Haggis, é o exemplo mais grotesco. Um tipo de filme que faz mais escândalo do que qualquer coisa.
Mas Iñarritú, por sinal, diz que detesta o filme de Haggis e que, no seu longa, segue outro caminho: não julga seus personagens. Isso quer dizer exatamente o quê? Que se Crash promove julgamentos, sentenças e condenações, Babel é apático em relação a seus personagens que dançam aleatoriamente ao sabor da maldade de um roteirista que quer ver todo mundo em maus lençóis? Se for assim, Crash é melhor do que Babel embora seja um filme horrendo. E os japoneses com isso? Bem, uma pesquisa recente revelou que eles fazem pouco sexo e ainda reclamam dele. E aí mandam eles verem um filme destes e querem que as pessoas saiam ilesas. Por sinal, a parte mais fraca do filme fraco que é Babel é justamente a história oriental, completamente à parte do emanharado de histórias que o diretor acha que é genial. Esta é outra teoria em relação aos japoneses. Eles ficam ainda mais sensíveis ainda quando se vêem tão mal retratados na tela. E talvez mais ainda depois de uma noite sem amor.
3 comentários:
eu não sou japa, mas tinha quase alucinações quando assistia a cavaleiros do zodíaco... acho que nem vou me arriscar a ver Babel
Vai ser um serviço a sua saúde.
Na época do videotexto não tinha Pokemon, nem Babel. Os mais alucinantes eram Ultraman e Robô Gigante.
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